Alentejo rumo à Economia Circular na Semana Europeia das Regiões e Cidades

10/10/2017

A CCDRA – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo está presente na 15ª edição da Semana Europeia das Regiões e Cidades, que decorre entre os dias 9 e 12 de outubro de 2017, em Bruxelas, uma iniciativa promovida pelo Comité Europeu das Regiões e pela Direção-Geral de Política Regional e Urbana da Comissão Europeia.

A este evento, a CCDRA leva o tema da Economia Circular. Na Região Alentejo, estão já em curso diversas iniciativas e projetos relacionados, com destaque para o Fórum da Economia Circular do Alentejo.

Coordenado e dinamizado pela CCDRA, este fórum envolve um conjunto alargado de parceiros regionais e nacionais para refletir, discutir e delinear os pilares em que irá assentar a estratégia regional de dinamização da economia circular, a curto, médio prazo e longo prazo.

No Alentejo existem apoios para as empresas que pretendem apostar nesta área, através dos Programas Operacionais COMPETE 2020 e Alentejo 2020, tendo já sido aprovados nesta área, 14 projetos, com um investimento associado de 14 milhões de euros.

 

A ECONOMIA CIRCULAR

Economia Circular é um conceito estratégico que assenta na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia. Substituindo o conceito de fim-de-vida da economia linear, por novos fluxos circulares de reutilização, restauração e  renovação, num processo integrado, a economia circular é vista como um elemento chave para promover a dissociação entre o crescimento económico e o aumento no consumo de recursos.

Inspirando-se nos mecanismos dos ecossistemas naturais, que gerem os recursos a longo prazo num processo contínuo de reabsorção e reciclagem, a Economia Circular promove um modelo económico reorganizado, através da coordenação dos sistemas de produção e consumo em circuitos fechados. 

Caracteriza-se como um processo dinâmico que exige compatibilidade técnica e económica (capacidades e atividades produtivas) mas que também requer igualmente enquadramento social e institucional (incentivos e valores).

A Economia Circular ultrapassa o âmbito e foco estrito das ações de gestão de resíduos e de reciclagem, visando uma ação mais ampla, desde do redesenho de processos, produtos e novos modelos de negócio até à otimização da utilização de recursos (“circulando” o mais eficientemente possível produtos, componentes e materiais nos ciclos técnicos e/ou biológicos). 

Visa assim o desenvolvimento de novos produtos e serviços, economicamente viáveis e ecologicamente eficientes, radicados em ciclos idealmente perpétuos de reconversão a montante e a jusante.

Materializa-se na minimização da extração de recursos, maximização da reutilização, aumento da eficiência e desenvolvimento de novos modelos de negócios. 

 

Fonte: Alentejo 2020