APP de Turismo Acessível para Cerveira e Tomiño com apoio POCTEP

12/06/2018

Está dado o primeiro passo com vista à criação de uma aplicação tecnológica que agregue os pontos turísticos dos concelhos vizinhos de Vila Nova de Cerveira e de Tomiño, associada ao conceito de Acessibilidade para Tod@s.

Este projeto, cofinanciado a 75% pelo Programa de Cooperação Europeia INTERREG VA POCTEP, resulta da 2ª edição do Orçamento Participativo Transfronteiriço Cerveira-Tomiño, uma iniciativa pioneira na Euroregião Galiza-Norte de Portugal incluída na Agenda Estratégica para a Cooperação Transfronteiriça Amizade Tomiño-Cerveira.

O Projeto é um dos vencedores da edição 2018 do Orçamento Participativo Transfronteiriço Cerveira-Tomiño, e procura sensibilizar e envolver a população e profissionais especializados.

Cerca 50 pessoas de Vila Nova de Cerveira e de Tomiño participaram, no dia 8 de Junho, numa ação de sensibilização promovida em conjunto pela ESG - Escola Superior Gallaecia, ACAPO e Vontade - Asociación de Persoas con Discapacidade, com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, em torno dos obstáculos e barreiras arquitetónicas com que se deparam, no dia-a-dia, as pessoas com deficiência visual e/ou mobilidade reduzida.

O objetivo é, até final do corrente ano, disponibilizar uma aplicação para dispositivos móveis (APP) inclusiva, com o intuito de reforçar a acessibilidade e atrair visitantes com mobilidade condicionada para o território comum de Cerveira-Tomiño, através da criação de roteiros e percursos acessíveis com indicação dos principais pontos artísticos, culturais e turísticos e da sua acessibilidade, com audiodescrição.

A implementação deste projeto implica, por um lado, sensibilizar a comunidade e, por outro, alertar técnicos mais especializados para o conceito de design inclusivo.

Neste sentido, a primeira atividade decorreu na envolvente do Fórum Cultural de Cerveira, com a Asociación Vontade (Tomiño) e a ACAPO a disponibilizarem alguns equipamentos (cadeiras de rodas, antifaces e bengalas), para que os participantes pudessem sentir na primeira pessoa as dificuldades das pessoas com deficiência visual e/ou mobilidade reduzida.

Seguiu-se uma palestra mais técnica sobre espaços acessíveis e design universal, nomeadamente abordando exemplos concretos de soluções arquitetónicas no âmbito da acessibilidade para todos.

Da parte da tarde, o Aquamuseu do Rio Minho foi o primeiro espaço público a ser alvo de um levantamento técnico pelos alunos da ESG e da ETAP, ao nível de barreiras e apresentação de sugestões, ação que será alargada a outros espaços de Vila Nova de Cerveira e de Tomiño.

Após esta recolha de informação, as três entidades promotoras avançam com o processo de experimentação de técnicas de design inclusivo para a criação da APP acessível, de forma a estar funcional no final de 2018.

 

 

Fonte: Correio do Minho/POCTEP