Aprovada candidatura para reabilitação de Santuário no Cabo Espichel

02/08/2018

A candidatura para reabilitação do Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel, apresentada pela Câmara Municipal ao Programa Operacional Regional Lisboa 2020, já foi aprovada.

No valor de 1 milhão e 331 mil euros, esta candidatura apresenta um investimento elegível de 854 mil euros, comparticipado em 50 por cento pelo FEDER - Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

A operação, associada às propostas apresentadas no Pacto de Desenvolvimento e Coesão Territorial da Área Metropolitana de Lisboa, tem como objetivo valorizar este monumento emblemático do município e da região.

Serão intervencionados alguns dos seus espaços mais importantes e, ao mesmo tempo, “melhorar as condições de visita ao conjunto, tanto no edificado e em áreas públicas de utilização comum como na organização dos circuitos de acessibilidade e requalificação de estruturas musealizadas”, explica a autarquia.

É neste âmbito que se enquadra a reabilitação do edificado poente da ala sul das hospedarias, o restauro da Casa da Água, uma obra que ficou concluída em 2017 e que foi suportada pelo orçamento municipal.

Mas também “a recuperação e restauro do troço aéreo do aqueduto e do seu sistema hidráulico setecentista, a ligação do cercado da Casa da Água e do Horto ao terreiro do Santuário, o reordenamento do estacionamento junto à entrada do farol e o espaço de visitação envolvente à Casa da Água, horto e tanques, promovendo ainda a recuperação de espaços edificados, estruturas funcionais, motivos arquitetónicos e zonas de acesso”.

Desta forma, é assegurada “a conservação do património, reforçar a sua atratividade turística, e valorizar a sua inclusão na centralidade Arrábida”. Estas intervenções, adianta a edilidade, “terão acompanhamento arqueológico”, a exemplo do que sucedeu com a obra de reabilitação da Casa da Água.

O conjunto edificado foi incluído no projeto REVIVE Reabilitação, Património e Turismo, que pretende dar um novo rumo a um conjunto de edifícios com o envolvimento de investidores privados, em regime de concessão, afirma o município, sublinhando que atualmente existem “empresas do ramo da hotelaria interessadas em investir”.


Fonte: Jornal da Região/Lisboa 2020