Incentivos Indústria 4.0 podem chegar a 2,26 mil milhões até 2020

30/11/2017

A Estratégia para a Indústria 4.0 consiste em cerca de 60 medidas que se prevê que injetem até 4,5 mil milhões de euros de investimento nos próximos quatro anos.

Cerca de metade deste valor, até 2,26 mil milhões serão incentivos através do Portugal 2020, mobilizados a partir dos FEEI - Fundos Europeus Estruturais e de Investimento.

Os dados foram recordados esta terça-feira, num evento organizado pelo ISQ - Instituto de Soldadura e Qualidade, por Ana Lehmann, secretária de Estado da Indústria.

A governante aproveitou para avançar que foram já lançados vários avisos no âmbito do Portugal 2020, durante o ano de 2017, para projetos com apoio comunitário relacionados com Indústria 4.0, desde qualificação de PME, inovação produtiva e I&D tecnológico, que totalizam 550 milhões de euros.

"A estimativa é mobilizar em 4 anos um total de 2,26 mil milhões de euros de incentivos, através do Portugal 2020, procurando-se impactar em mais de 50 mil empresas e capacitar mais de 20 mil pessoas em habilidades digitais até 2020", explicou Ana Lehmann, lembrando ainda o compromisso da União Europeia com a transformação digital, "A Comissão Europeia está a investir 100 milhões de euros por ano e existem já várias iniciativas pan-europeias que contribuem para aumentar a competitividade das empresas."

O ISQ reuniu mais de 30 entidades, públicas e privadas, nacionais e internacionais, para um pequeno-almoço de reflexão sobre os avanços da tecnologia e o impacto do digital na indústria.

Esta revolução é de tal forma abrangente e o digital está a entrar em tantos setores ao mesmo tempo que tudo acontece muito rápido", assumiu Pedro Matias, presidente do ISQ.

O responsável falou em várias indústrias abrangidas por esta revolução, com a dos moldes, distribuição, retalho e até media. "Vários setores estão a aperceber-se desta dinâmica e têm problemas muito semelhantes, seja a nível da qualificação dos recursos humanos ou em relação aos modelos de negócio."

Durante o pequeno-almoço, foi referido que os desafios para as empresas não são apenas tecnológicos, mas também sociais e humanos, assumindo a formação um papel decisivo.

No evento, que contou com a moderação de Rosália Amorim, diretora do Dinheiro Vivo, para além da secretária de Estado da Indústria, em representação do Governo, estiveram ainda presentes líderes de empresas como a Embraer, a Paypal, a Jerónimo Martins, a COTEC, a EDP ou a Autoeuropa.

 

Fonte: Dinheiro Vivo