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04/12/2019

Acordo Verde Europeu para reduzir emissões e criar empregos

A Comissão Europeia vai apresentar o Acordo Verde Europeu e no início de 2020 uma proposta da primeira Lei Europeia do Clima, para tornar a transição para a neutralidade climática irreversível, indicou Ursula von der Leyen, na COP25.

 

Na COP25 - Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, que decorreu em Madrid, a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, referiu que é objetivo da União Europeia ser “o primeiro continente neutro em termos de clima até 2050”.

 

Para alcançar o objetivo até 2050 a Presidente da Comissão Europeia referiu que se tem de agir agora e definiu ações como Acordo Verde Europeu, Lei Europeia do Clima e um Fundo Just Transition.

 

O Acordo Verde da Europa como uma nova estratégia de crescimento da Europa, que vai, no seu entender, reduzir as emissões e, ao mesmo tempo, criar empregos e melhorar a qualidade de vida.

 

Mas para que isso seja possível é preciso investimento, ou seja, “investimento em investigação, inovação e em tecnologias verdes”. Um investimento com base num “Plano de Investimento na Europa Sustentável – que vai envolver um trilião de euros de investimento na próxima década”.

 

Ursula von der Leyen referiu que em março do próximo ano, vai propor a primeira lei europeia do clima para tornar a transição para a neutralidade climática irreversível.

 

Uma lei que estender-se ao comércio de emissões para todos os setores relevantes, energia limpa, acessível e segura, o impulso da economia circular, uma estratégia de exploração agrícola e uma estratégia de biodiversidade.

 

Também o Acordo Verde da Europa vai, no entender da Presidente da Comissão, abrir novas oportunidades em todos os setores: do transporte à tributação, da alimentação à agricultura, da indústria à infraestrutura.

 

Para a Presidente da Comissão Europeia a transição para o “verde” deve “funcionar para todos ou não funcionará”, por isso é criado um Just Transition Fund para garantir a ajudar aqueles que terão de dar um passo maior e para garantir que ninguém fique para trás.

 

O Fundo vai alavancar dinheiro público e privado, e com “a ajuda do Banco Europeu de Investimento, que se comprometeu a tornar-se o Banco Europeu do Clima”.

 

 

Fonte: TVEuropa/Conselho Europeu

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