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23/05/2019

Bruxelas elogia três projetos de Inclusão Digital em Portugal

A escola de programação Academia de Código, a aplicação MyPolis e o concurso Apps for Good foram valorizados por um estudo da Comissão Europeia.

 

Mais de sete em cada 10 adultos empregados na União Europeia precisa pelo menos de um nível básico de competências digitais para poderem ser trabalhadores. No entanto, cerca de um terço destes trabalhadores arriscam não ter essas competências.

 

Foi por esse motivo que nos últimos anos começaram a surgir alguns de inovação digital para resolver esta situação. A Comissão Europeia avaliou os projetos desenvolvidos na região e concluiu que há três casos exemplares em Portugal.

 

A aplicação MyPolis, o concurso Apps for Good e a escola de programação Academia de Código foram os projetos destacados pelo estudo “Práticas inspiradoras para a inclusão no mundo digital de amanhã“, publicado pela plataforma transnacional de aprendizagem do FSE – Fundo Social Europeu.

 

Academia de Código

 

Com o apoio do FSE, a Academia de Código, que começou em Lisboa, tem permitido que este projeto chegue a concelhos como o Fundão, que tem recebido alguns bootcamps e tem transformado desempregados sem qualquer formação em computer science em programadores. O relatório diz que o projeto “ajudou a travar o êxodo populacional deste concelho”.

 

Ainda assim, os autores do relatório lembram que “o modelo de expansão é dispendioso e não tem em conta o real valor providenciado pela Academia de Código na transformação de talento sem qualificações digitais em talento com emprego e grandes benefícios para si e para a sociedade”.

 

Com um orçamento total de 723,5 mil euros, o FSE já deu um apoio de 614 975 euros à Academia de Código.

 

O modelo de negócio da Academia de Código “tem potencial de ser transferido” para outros países, desde que “o seu conteúdo, idioma e cultura sejam adaptados aos mercados locais”.

 

Apps for Good

 

O concurso de aplicações de inovação social Apps for Good é destacado como um exemplo do “desenvolvimento exponencial de novas plataformas e métodos de ensino e educação proporcionado fora do sistema formal de ensino. Iniciado em 2015, este projeto de inovação social deverá chegar nos próximos meses a 162 escolas do Norte, Centro e Alentejo.

 

“Mais do que ensinar código, este programa junta a programação e resolução de problemas com o desenvolvimento de competências de comunicação, trabalho de equipa e resiliência. Pretende criar uma nova geração de pessoas digitais capazes de resolverem problemas”.

 

Com um custo total de 250 mil euros, o projeto Apps for Good já contou um financiamento do FSE de 148 870 euros.

 

MyPolis

 

A aplicação móvel MyPolis é o terceiro projeto apresentado por este relatório de Bruxelas. A MyPolis permite, em simultâneo, que os utilizadores submetam e votem propostas e que os decisores fiquem informados das preferências dos cidadãos, ajuda a reduzir a distância.

 

Esta solução “aumenta o envolvimento entre políticos e munícipes, é mais barata do que as sondagens tradicionais e permite uma visão clara do que os cidadãos pretendem para a sua cidade. Atualmente presente em Sintra e Oeiras, a MyPolis também está presente no município de Lagos graças ao apoio de 61 146 euros do Fundo Social Europeu – até agora, o projeto já custou 119 903 euros.

 

O relatório diz ainda que esta aplicação móvel portuguesa “é facilmente transferível e escalável”, com “algum nível de personalização”. Graças a isso, a MyPolis deverá ser lançada em cinco cidades europeias ainda este ano.

 

O Fundo Social Europeu faz ainda referência à iniciativa nacional de Competências Digitais INCoDe.2030.

 

Esta iniciativa pretende melhorar a competitividade de Portugal na área digital através de iniciativas de inclusão, educação, qualificação e especialização de recursos e ainda apostar na área da investigação.

 

Fonte: CE/Dinheiro Vivo

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