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21/10/2019

Comissão Europeia quer uma Europa mais próxima dos cidadãos

Praticamente no final do atual quadro comunitário e já em fase de preparação do próximo, Zuzana Gáková comissária europeia, diz que este é o tempo de “todos fazerem ouvir a sua voz”, tirando lições do passado.

 

A responsável da Comissão Europeia, que participou no debate “Fundos de Coesão: Impacto no desenvolvimento na região do Ave”, avança que a política de coesão da União Europeia vai assentar em cinco objetivos estratégicos: uma Europa mais inteligente, mais verde, mais interligada, mais social e mais próxima do cidadão.
 

Perto de 45% das verbas deverão ser alocadas em medidas que promovam a transição para uma economia mais inovadora e inteligente, em que a palavra-chave é a Inovação, sendo este o principal foco da política de coesão para o futuro.

 

“Não estamos a falar novas porque essas deverão ser financiadas por outras políticas. Falámos de ideias que estão já na fase de protótipo. Não haverá mais financiamento para criar novos laboratórios”, revela a responsável da comissão.

 

Cerca de 30% das verbas serão aplicadas em instrumentos que promovam a transição energética, de adaptação às alterações climatéricas e de gestão dos riscos.
 

Outro dos objetivos é caminhar também para uma Europa interligada, onde a mobilidade e a conectividade digital sejam uma realidade. Mas, dos pontos mais inovadores para o próximo quadro é relação que se pretende estabelecer com os cidadãos.

 

Zuzana Gáková referiu que o facto do país que sai agora da União Europeia tenha sido uma das regiões que mais beneficiou com os fundos estruturais deve servir de reflexão. “A lição a retirar é esta: é importante investir nas regiões, é importante dar voz às pessoas”, diz a responsável, adiantando que, nesse prisma, é necessário investir nas cidades, territórios onde se concentram o maior número de pessoas.

 

“É importante que os investimentos aconteçam nas cidades porque é aí que estão também as necessidades dos cidadãos”, continua.
 

A responsável aponta que outro dos desafios que se colocam à Europa e, especialmente a Portugal, é a harmonização do desenvolvimento das diferentes regiões, colmatando as assimetrias existentes entre elas.

 

 

Fonte: CE/Correio Minho
 

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